A religiosidade dos pioneiros

A religiosidade dos pioneiros

A rotina da povoação mudava sempre que o apito do vapor anunciava sua chegada. A população ficava em festa! O progresso do pequeno povoado os animava e eles sabiam que estavam no caminho certo.
A tradição de fé religiosa é uma das mais belas páginas da história barra-bonitense. Já sabemos que um leigo, Giuseppe Brissindi fazia as celebrações litúrgicas. Com o crescimento do número de fiéis, conseguiu-se uma autorização junto ao bispado para que, pelo menos uma vez por mês, um sacerdote viesse até a cidade para celebrar missas, batizados e casamentos. Quando a data de sua vinda era marcada, um colono a cavalo percorria todas as fazendas da redondeza avisando. Havia uma febril expectativa pela chegada da esperada visita.
Vestindo suas melhores roupas, homens, mulheres e crianças aguardavam a chegada do padre Paschoale Volponi, um italiano, Vigário em Lençóis. Uma vez por mês, vinha ele, a cavalo, realizar os ofícios religiosos. Reunidos à beira do Rio Tietê, vivas eram dados quando surgia, na outra margem, a figura do padre Volponi, montado em seu burrinho branco, contrastando com a batina preta. Para se proteger do sol, sustentava ele um vistoso guarda-chuva, tornando o conjunto inconfundível. Após a travessia pela balsa, sob o competente comando dos balseiros Antônio de Oliveira e Antônio de Almeida, o festejado sacerdote, unia-se ao povo e seguia a trilha que o levaria até uma das salas da “venda” de Salles & Pompeu, cedida especialmente por Nhonhô de Salles para ser utilizada como capela. Ali, ajoelhados, aqueles pioneiros davam graças a Deus pela ventura de manifestarem sua crença!

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